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Conhecer de perto quem empreende, ouvir as demandas de cada região e criar conexões capazes de transformar encontros em oportunidades. É com esse propósito que o Conselho do Comércio Vivo, da Associação Comercial do Paraná (ACP), vem ampliando a presença da entidade nos bairros de Curitiba por meio do projeto ACP nos Bairros.

Coordenado por Maria Cristina Coutinho, o Conselho tem entre suas principais missões aproximar a ACP dos empresários e apresentar a estrutura, os serviços e as oportunidades oferecidos pela entidade. A proposta parte de uma constatação: embora muitos empresários conheçam a ACP, nem todos sabem como funciona sua estrutura ou conhecem o trabalho desenvolvido pelos mais de 125 empresários voluntários que integram os diferentes conselhos da instituição.

“Eles sabem que a ACP existe, mas desconhecem o institucional, em que sua diretoria é formada por mais de 125 empresários ‘voluntários’ distribuídos entre vários conselhos que estão diariamente estudando e procurando soluções imediatas para o fortalecimento empresarial”, explica Maria Cristina.

O trabalho dos conselhos também contribui para que a ACP desenvolva produtos e serviços alinhados às necessidades de quem empreende. “Estes estudos minuciosos das demandas empresariais levam a ACP a oferecer produtos e serviços com preço acessível para facilitar o dia a dia de quem empreende”.

Happy Hour aproxima empresários

A primeira iniciativa do Conselho do Comércio Vivo para levar essa aproximação aos bairros foi o ACP nos Bairros, realizado em formato de Happy Hour de Negócios. A proposta combina um ambiente descontraído com networking e troca de experiências entre empresários de uma mesma região.

Mais do que promover encontros, a iniciativa pretende criar uma rede permanente de relacionamento. “Esta proposta do Happy Hour da ACP nos Bairros é a aproximação dos empresários, criando laços de amizade e confiança em que podem fechar bons negócios entre eles e mostrando que, no associativismo, todos crescem”, explica Maria Cristina.

A estratégia prevê, em uma etapa seguinte, a formação de lideranças regionais e a nomeação de Embaixadores da ACP, que poderão representar os bairros e contribuir para a construção de ações específicas para o fortalecimento do comércio local.

“Fortalecendo a base empresarial de cada bairro poderemos seguir para a nomeação dos Embaixadores e iniciarmos ações pontuais de fortalecimento do comércio local em que irão gerar empregos, aproximar moradores, fazendo circular o dinheiro no próprio bairro. Ruas com mais movimento de pessoas fortalecem o comércio e tornam-se mais seguras”, afirma.

Ouvir antes de propor soluções

A atuação do Conselho do Comércio Vivo também parte da necessidade de compreender as particularidades de cada região. Para Maria Cristina, em um cenário marcado pela digitalização e pelo avanço da inteligência artificial, a presença física e a escuta dos empresários continuam essenciais. “O Conselho Comércio Vivo é a ACP nos Bairros, tem que estar presente. Vivemos numa era digital em que a IA foi programada para dar resposta específica sem entender a real dificuldade e/ou trazer a solução desejada. Temos que ouvir os empresários”.

A partir dos encontros realizados, a intenção é identificar lideranças, demandas e oportunidades em cada região. A ideia é que esse relacionamento contribua para a construção de soluções mais próximas da realidade dos comerciantes.

“Destas aproximações nos Happy Hours realizados, iremos, num futuro próximo, formar as lideranças regionais, nomeando Embaixadores associados da ACP representando estes bairros. O trabalho coletivo é fundamental para o desenvolvimento empresarial. Uma única pessoa não faz coisas incríveis no mundo dos negócios. Uma equipe sim”, pontua.

Conexões que vão além do networking

A presença nos bairros permite ao Conselho conhecer iniciativas que já contribuem para o desenvolvimento econômico e social das comunidades. Um dos exemplos destacados por Maria Cristina é o trabalho desenvolvido pelo CONERB – Conselho Empresarial Regional do Boqueirão, em parceria com o CEEP – Centro Estadual de Educação Profissional.

A instituição oferece cursos profissionalizantes em diferentes áreas, preparando jovens para o mercado de trabalho. O CONERB atua na aproximação desses estudantes com empresas, por meio de oportunidades de estágio e aprendizagem, além de orientar aqueles que desejam empreender.

E o Conselho do Comércio Vivo apresenta aos empresários as ferramentas disponíveis na ACP para apoiar o desenvolvimento dos negócios, entre elas soluções de inteligência de mercado, análise e concessão de crédito, contabilidade para MEI, plano de negócio e diagnóstico financeiro.

Maria Cristina também destaca a importância da ARBITAC como alternativa para a mediação de conflitos empresariais e lembra que a ACP oferece, além de produtos e serviços, espaços de relacionamento por meio dos Conselhos Empresariais, onde os associados podem trocar experiências, participar de discussões e acompanhar palestras voltadas ao empreendedorismo.

Expansão pelos bairros em 2026

O projeto ACP nos Bairros terá novas etapas ao longo de 2026. A meta do Conselho do Comércio Vivo é avançar pelas regiões Leste, Sul e parte da região Norte de Curitiba. Depois do encontro no Bacacheri, marcado para 20 de agosto, a programação prevê, em setembro, a realização do Happy Hour no Jardim das Américas, envolvendo também Uberaba e Guabirotuba. Em outubro, será a vez do Sítio Cercado, com a participação de empresários do Sítio Cercado, Ganchinho, Umbará e Caximba. Já em novembro, o encontro será no Capão da Imbuia, reunindo também empreendedores do Cajuru, Tarumã, Cristo Rei e Jardim Botânico.

Os convites são divulgados pela ACP por e-mail, WhatsApp, site da entidade e também por meio das lideranças dos bairros. Após os encontros, os participantes podem integrar um grupo que reúne mais de 300 empresários de diferentes regiões de Curitiba, ampliando as possibilidades de divulgação de empresas e geração de negócios. “Qualquer comerciante ou prestador de serviços pode participar dos nossos encontros”, reforça.

A essência desse movimento está na capacidade de conectar pessoas e propósitos. “Nascemos da necessidade de conectar. Conectar propósitos, compartilhar desafios e multiplicar soluções. Nossa associação não é apenas uma estrutura formal; ela é um organismo vivo formado por cada mente, cada coração e cada mão que se dispõe a colaborar”, ressalta.

A coordenadora do Conselho resume que a ACP é a casa do empresário. “Venha usufruir desta mão que lhe quer apoiar, independentemente do porte de sua empresa, porque o que queremos é um comércio vivo, rico e sólido”.

Networking que se transforma em parceria

Entre os empresários que já participaram das atividades está João Pedro de Moraes, da Vila da Capivara. Para ele, o formato dos encontros permite conciliar relacionamento e negócios em um ambiente diferente da rotina tradicional.

“Acredito que a ACP está fazendo um trabalho que permite ao empresário, no meio da correria do dia a dia, ter um tempo de descontração e, ao mesmo tempo, de trabalho. A gente vai para falar da nossa empresa, conhecer mais pessoas e fazer networking fora do nosso ambiente habitual”, relata.]

O resultado, segundo João Pedro, já aparece na formação de novas parcerias. “Já fechei algumas parcerias para a minha empresa. O principal é o networking: vamos conhecendo cada vez mais empresas e locais, e isso soma demais para conectar parcerias reais”.

Presente nas primeiras edições do ACP nos Bairros e também em outros encontros da entidade, como o Café de Negócios, o empresário pretende continuar participando das iniciativas. “Estou muito feliz em fazer parte da ACP e, logo mais, quero participar de outros projetos também”.

Início da jornada

O projeto ACP nos Bairros começou pelo Boqueirão e pelo Ahú, reunindo dezenas de empreendedores e lideranças da entidade. Os dois primeiros encontros geraram troca de experiências, ampliação da rede de contatos e geração de oportunidades comerciais. Além disso, os empresários dos bairros envolvidos conheceram os projetos da ACP de capacitação e de relacionamento, os produtos e serviços e tiveram a oportunidade de identificar demandas e estimular ações de desenvolvimento local.

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