Lojistas despreparados têm prejuízos consideráveis com o chargeback. Entenda o que é e como controlar chargeback.  

 

Ao conferir suas vendas no cartão, provavelmente você se deparou com o chargeback. Esse termo se refere ao ato de contestação de uma compra, solicitada pelo próprio cliente. 

Essa operação foi criada para garantir a segurança dos consumidores, visto que há sempre o risco da clonagem de cartões. Mas, para os lojistas, o chargeback é preocupante, pois além de representar custos, pode servir de camuflagem para fraudes. 

 

O que é chargeback?

Chargeback é o cancelamento das vendas feitas no cartão de crédito ou de débito. A contestação acontece por dois motivos: 

  1. O titular do cartão não reconhece a transação e solicita o estorno;
  2. Ou a transação não obedece às regulamentações determinadas pelas administradoras. 

Nesses dois cenários, o lojista vende e depois descobre que não foi creditado, pois a compra foi considerada inválida. 

 

Como funciona o chargeback

O pedido de estorno é bastante simples e, por isso, os riscos de fraude são grandes. Tudo o que o titular do cartão deve fazer é entrar em contato com a operadora e solicitar o cancelamento. Esta, por sua vez, analisará o caso e, se o pedido for aceito, o chargeback será efetuado. 

Quem tem uma loja virtual precisa tomar cuidado, pois o prazo para o consumidor pedir o estorno é de 180 dias! 

No caso de compras parceladas, o período é acrescido somente após o pagamento da última parcela. 

Não por menos, os lojistas despreparados têm prejuízos consideráveis, pois não conseguem realizar um planejamento financeiro de longo prazo adequado. 

 

Por que se preocupar com o chargeback?

O chargeback foi criado para proteger os consumidores contra oportunistas e garantir que ele possa devolver a mercadoria, caso tenha se arrependido da compra. 

Porém, mesmo quando o chargeback é plenamente  justificável, o lojista terá que arcar com os custos de estorno, logística reversa e, até mesmo, com a perda de produtos em casos de extravio.

O chargeback é um ponto delicado e precisa ser acompanhado de perto. Não é a toa que muitas empresas adotam métricas específicas para contabilizar essas ocorrências. 

 

Como controlar o índice de chargeback

O índice de chargeback contabiliza os estornos em andamento nos últimos 30 dias. Esse parâmetro deve ser analisado e atualizado diariamente, a fim de manter um controle rigoroso das vendas com cartão. 

Segundo especialistas, ele não deve ultrapassar 1%. 

Para evitar o chargeback, você pode adotar as seguintes estratégias:

 

Oferecer pagamento por boleto

Embora os cartões de crédito e débito estejam se tornando cada vez mais populares, os boletos são uma opção de pagamento segura e podem ajudar a reduzir os riscos de chargeback. 

 

Contratar uma empresa para intermediar os pagamentos online

A contratação de serviços como o PayPal, PagSeguro e Moip minizam as chances de estorno. Com essas intermediadoras, você terá mais segurança, uma vez que elas serão as responsáveis pelas transações de vendas. 

 

Consultar a pontuação de crédito dos seus clientes

Toda empresa deveria analisar o score e o comportamento de pagamento de um cliente antes de fechar negócio.

No caso das vendas com cartão, a análise confere não apenas as informações cadastrais, como também os limites de crédito. Nisso, você saberá se o cliente realmente cumpre com seus compromissos financeiros ou não.

 

Adquirir um sistema de conciliação automática de cartões

Como você confere suas vendas no cartão?

Quem utiliza um sistema de conciliação automática de cartões mantém o índice de chargeback sobre controle. Todos os dias, esse software irá verificar os estornos, pontuando quantos são e seus respectivos valores. Nisso, fica mais fácil monitorar as transações e atualizar o planejamento financeiro, caso necessário. 

 

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